quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Apartamento



O apê tá ficando bacana. É difícil comprar as coisas porque por aqui não tem Ikea, nem Tok&Stok, nem Etna. Há lojas de design que cobram 15 mil euros por um sofá que será entregue em seis meses e outras mais populares, com preços bons, pronta entrega, mas nada de design. Andando pelas ruas do bairro, cai numa loja de um artista. Muitas coisas legais, o cara tem bom gosto e ótimas idéias...mas é um pouco atrapalhado. Os móveis que deveriam chegar em dezembro estão vindo agora... Como dizem por aqui "poco a poco"...

Outra coisa para se adaptar são estas janelas enormes. Uma coisa meio bigbrother. Temos persiana, mas também quero luz em casa,né? E, na verdade, o povo daqui está habituado. Eu é que me sinto em exposição...Red Light Zone!!!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Dolce far niente


Finalmente temos diarista! E parece legal... Já é a quarta que vem! Não sei o que acontece por aqui. Elas vêm, arrumam as coisas, marcam para retornar e nunca mais voltam. E tem as que dizem por telefone que vêm e nunca aparecem. Segundo nossos vizinhos do terceiro andar (um casal mega simpático), parte está na dificuldade de as pessoas dizerem o que querem, se explicarem. E - eles nos contaram - já existe até verbo para isso: cantinflear! Bom, depois de uma semana arrumando a casa, limpando e tal, parece que chegou a hora do dolce far niente...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Baseball


É curiosa a relação dos mexicanos com os americanos. Como disse minha professora de cerâmica, no México quase todos odeiam os americanos, mas admiram tudo o que eles têm/fazem. O baseball, por exemplo, é super popular aqui. Hoje, o Aitor jogou com o pessoal do trabalho. Eu e a Greta fomos assistir. E fizemos muitos amigos...

Diários

Já começo a fazer alguns contatos para frilas aqui no México. Por supuesto, tenho que melhorar meu espanhol para conseguir uns trabalhinhos... Mas o mais difícil (acho) será me adaptar ao "estilo" de escrever dos jornalistas locais. Para se ter uma idéia, assim são os títulos das matérias:
"Piden monitoreo de Peña en medios"
"Ordenan libertad de líderes de Atenco"
"Buscan cura para males genéticos de capitalinos"
"Abren puerta para anular la elección de rectores"
O sujeito, por aqui, é mero coadjuvante...

Fenômenos naturais

Vivo me perguntando o que devo fazer em caso de terremoto. Uns siguem dizendo que o ideal é ficar sob o batente da porta, outros dizem que este é o pior lugar para ficar. Minha irmã, que morava em Quito e agora está no Japão, disse que o ideal é ficar sob um móvel, uma mesa. Mas tem que ser num ângulo xyz... Fico imaginando se vou saber o que fazer chegada a hora.

Antes do terremoto, porém, vem a tormenta. Ontem fui surpreendida por uns "vientos huracanados" de 80km/h. Caíram mais de 50 árvores e uns raios provocaram incêndios. Um deles bem ao lado de casa. O jornal diz que o choque de uma frente fria com a temperatura de 23 graus que fazia gerou este fenômeno, com ventos em redemoinho e pequenos tornados (!!!!).

Vários bairros ficaram sem luz. O mais curioso de tudo é que, enquanto a cidade colapsava, eu fazia algo que sempre quis e nunca tive tempo: aula de cerâmica. O Andrés, que trabalha com o Aitor no Amadeus, me levou ao Taller de Barro. Adorei! Nada mais natural...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Trabalho?


A sensação ainda é a de estar de férias, mas com uma pontinha de culpa. É difícil viver em uma cidade - ou melhor, uma CIDADE - e conseguir relaxar, aproveitar o tempo e passear sem a impressão de que devia estar trabalhando. Acho que as cidades grandes fazem a gente se sentir assim...

Mudança



Mudamos! E entendemos (eu e a Greta) direitinho o que é estar "mais perdido que cachorro em dia de mudança".

Semana de adaptação.